UNIVERSO SONORO - ENTRE A PERCEPÇÃO E A COISA
IDEIA GERAL
Neste workshop desenvolvem-se lógicas de percepção e acção. Propõem-se experiências, exercícios e discussões que convidam a uma perspectiva musical sobre a realidade. Questionam-se noções de som, espaço, movimento, lugar, singular, colectivo, material e imaterial.
Os participantes são convidados a explorar os mecanismos de significação implícitos nas suas experiências de captação, edição e reutilização sonora. Contexto e especificidades humanas são aqui matéria-prima. A improvisação é transversal ao processo de trabalho. Dinamiza-se o produto dos modos discursivos dos participantes, na sua relação com a instalação - habitat.
QUESTÕES A DESENVOLVER A PARTIR DE EXERCÍCIOS CONCRETOS
- Como é que a percepção opera com estímulos simultâneos?
- Como é que o som é captado e filtrado pelos sentidos, e como é condicionado pela captação tecnológica?
- Como é que o som adquire a sua especificidade num processo de (re)contextualização?
- Como encarar a arquitectura com ferramentas sonoras?
- Como é que o ‘interior’ e o ‘exterior’ se definem sonoramente, onde se encontra a passagem?
- Como determinar a performatividade arquitectónica com ferramentas sonoras?
- O que são gestos sonoros e que significam?
- Como criar a percepção de movimento através do som?
- A sobreposição de sons e de imagens pode criar dinâmicas morfológicas. Como, quais?
- O que são sons 'figurativos' e abstractos? Como operar transições entre eles?
- O silêncio é uma abstracção que pode assumir muitas formas e funções. Como e quais?
- O que é um padrão de espaço?
- O que é um padrão de som?
- Como é que o som mapeia o espaço? Como é que o espaço mapeia o som?
- Como é que uma linguagem composta por diferentes gramáticas ganha identidade? E como se pode desenvolver?
- O que é a representação performativa do eu?